domingo, 12 de novembro de 2017

6ºE: Cartas ao Nicolau do "Pedro Alecrim"

Os alunos do 6ºE, da professora Carla Alves, depois de lerem a obra "Pedro Alecrim", de António Mota, escreveram uma carta para o grande amigo do Pedro, o Nicolau. 



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Pragal, 16 de novembro de 2003

Querido amigo Nicolau,

Já li todos os teus guardanapos e contas histórias tão interessantes que até fiquei cheio de inveja. Aqui, no Pragal, continua tudo na mesma: os pássaros a cantar, as rãs a coaxar nos lagos e muitas outras coisas.
Tenho que admitir que sinto que tudo me acontece! Primeiro foi a morte do meu pai e agora tu foste para Vila Nova de Gaia com o teu irmão Casimiro… Neste momento, no estado em que a minha mãe está, não posso ir aí, mas prometo-te que um dia vou ter contigo.
Agora falando do teu trabalho, tenho que concordar contigo, pois estar todos os dias sempre a lavar garrafas deve ser muito difícil, principalmente quando se está a fazer isso tudo sozinho. Mas para que raio esse teu tal patrão quer essas garrafas todas?
A tua mãe está preocupadíssima e mal soube que eu te ia escrever disse logo para te mandar muitos beijinhos e para não fazeres muitas asneiras! (Lembra-te ela disse para não fazeres muitas, logo isso significa que podes fazer algumas!) Ahhhh…
Ia-me esquecendo de te contar uma coisa. Sabias que o Luís não está cá? Foi passar férias com o seu pai e mandou-me uma carta com essa nova forma que ele tem para comunicar (olavof Pedrovef)…
   Espero que venhas cá passar umas férias, porque não sou só eu que tenho saudades tuas, todos nós sentimos muito a tua ausência!

Um grande abraço do teu grande amigo,

Pedro Alecrim

(Mafalda Torres da Cunha – 6ºE – Nº13)



Pragal, 20 de outubro de 2017

Olá, grande amigo!

Antes de mais nada, quero-te agradecer a tua carta.
Espero que já estejas mais conformado com o teu emprego. Sei que não estás satisfeito nem feliz, pois lavar garrafas não é bem o que querias.
Tenho passado mal estes últimos tempos. Só tenho tido azar! Perdi a pessoa mais importante da minha vida, o meu pai, e agora…. De certa forma, estou a perder-te a ti também. Bem, é a vida…
Quero dizer-te que sem ti as coisas são diferentes… Ai, ai… sinto‑me sozinho! Tenho precisado de ajuda aqui no campo para regar as plantas e para tapar os buracos das toupeiras. Preciso das tuas estratégias para as exterminar!!!
Um dia destes temos de combinar um fim de semana para matar saudades! Gostava muito!

Desejo-te boa sorte.

Abraços!


Pedro Alecrim

(Francisco Fernandes – 6ºE – Nº5)


Pragal,13 de outubro 2017

Querido amigo Nicolau,
Li várias vezes os teus guardanapos e fiquei feliz por te lembrares de mim.
Já percebi que o teu trabalho não era bem o que querias. Tanto treinaste com a bandeja e não valeu de nada. Mas olha que qualquer dia podes subir de posto e ser empregado de mesa!
A tua mãe ficou ‘tola’ quando lhe disse que tu estavas a lavar garrafas. Ela até comentou que se não chegasses a usar a bandeja que ia reclamar ao teu patrão Xavier.
Aqui, no Pragal, toda a gente está com saudades tuas. Infelizmente, não te posso ir visitar, porque depois da morte do meu pai não consigo deixar a minha mãe sozinha. Isto não me parece nada justo! Perdi o meu pai e agora estou a perder o meu melhor amigo, tu.
Espero que um dia destes voltes para o Pragal, para me ajudares a tapar os buracos das toupeiras!
Bom, adeus, Nicolau, não posso escrever mais! Tenho que ir ajudar a minha mãe... Espero que nunca te esqueças de mim, porque eu valorizo muito a nossa amizade.
Um grande abraço do teu amigo Alecrim aos molhos.
Pedro Alecrim

(Helena Magalhães, 6.ºE, N.º7)

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

6ºA: O que mais gostei de Pedro Alecrim


Os alunos do 6ºA, orientados pela sua professora de Português, Ana Paula Ribeiro, escreveram breves textos a partir do mote "o momento de que mais gostei" do livro de António Mota, "Pedro Alecrim". Aqui podem ler o resultado desse trabalho:


A parte de que mais gostei foi o fim, porque tanto o Pedro como tio Trindade tiveram uma atitude muito positiva, passo a explicar.  Quando o Pedro foi arranjar o cavaquinho, o tio Trindade apresentou-lhe uma proposta: o Pedro trabalharia como aprendiz de ferreiro, comeria e seria tratado como um filho em casa do tio Trindade (apenas dormiria em sua casa) e, quando se zangassem com o ferro, tocariam um fado. Ele não ganharia ordenado, mas já era uma boa ajuda para a mãe não comer em casa (sempre era menos um prato na mesa). Este livro traz com ele muitas emoções, como tristeza e dramatismo mas, ao mesmo tempo, risadas. Resumindo, adorei com A maiúsculo e recomendo a sua leitura a toda a gente!!!

Bárbara Ferreira


Em primeiro lugar, achei muito divertido o episódio em que o Pedro e o Nicolau fizeram tudo para se tornarem ricos, foi um momento muito engraçado e hilariante. O Nicolau, sempre com as suas ideias mirabolantes, planeou venderem várias ervas aromáticas, nabos, salsa, e outras coisas, à mãe do Martinho. Com isso ganharam mais do que o suficiente para comprarem o bilhete de lotaria e umas chicletes. Mas, para tristeza deles, não conseguiram o esperado prémio. Apesar desta deceção, foi engraçado o facto de eles terem trabalhado em equipa, cheios de vontade de enriquecer. Bom, neste capítulo, lemos momentos tristes e outros cómicos e eu adorei esta história.


Belém Costa


Antes de mais, devo dizer que esta obra, para além de interessante e divertida, me ensinou umas coisinhas. Quanto ao momento de que mais gostei, prefiro a parte em que o Pedro foi para aprendiz de ferreiro. Gostei bastante de ler este livro, mas fiquei desiludida com o final.

Carlota Silva


A parte de que mais gostei foi a das toupeiras, que abriram os buracos no terreno do Pedro fazendo desaparecer a água quase toda. O Nicolau foi hilariante, sempre a chamar ao Pedro “Alecrim aos molhos“ e o Pedro um cabeça no ar, muito distraído. Nem sei como é que o Pedro aceitou a proposta de ser ferreiro, eu não aceitava. Adeus e boas festas.

Gabriel Afonso


O Nicolau ajudava sempre o Pedro a levar os livros, um dia até teve a ideia de ir buscar o cavalo do Zé Maria Coxo, porque o Pedro estava sempre queixar-se que os livros eram pesados. Este é o momento de que mais gostei, porque o Nicolau ajudava o Pedro demonstrando que era amigo dele. Penso que a amizade é importante e devemos ajudar as pessoas quando elas ficam aflitas por algum motivo.

Leonor Gomes


Em primeiro lugar, é evidente que a parte do livro que mais apreciei foi uma das mais cómicas, aquela em que o Luís escreveu uma carta ao Pedro com as palavras terminadas em -vef e em vof, uma brincadeira muito engraçada. Também achei piada à resposta do Pedro, escrevendo em “marcha atrás”. Se eu fosse o Pedro, ter-lhe-ia enviado uma carta escrita com -vef ou vof antes de cada palavra. Adorei este momento, porque o Luís deixou de ser um rapaz armado em engraçado, magoando as pessoas, e passou a ser um miúdo divertido e mais humilde.

José Pereira


O momento de que mais gostei foi aquele em que o Luís desabafou com o Pedro porque estava muito triste. Contou-lhe que o pai chegava todos os dias a casa muito tarde, até que arranjou coragem para ligar a dizer que tinha outra mulher e que se queria divorciar da mãe. Gostei bastante desse momento, porque fiquei a conhecer melhor o Luís e percebi também que ele era bem diferente do que aparentava ser. Bem, na verdade, adorei o livro inteiro, mas esta é a parte que prefiro.

Maria Fraga


Uma das partes da história de que mais gostei foi aquela em que o Pedro foi trabalhar como ferreiro para tentar ajudar mais a família. Ele foi muito corajoso. Será que ele vai fazer um bom trabalho?

Ricardo Silva


A parte de que mais gostei foi o momento em que o Luís enviou a carta ao Pedro, porque o Luís escreveu todas as palavras com- vef ou vof no final de cada uma. Depois, o Pedro respondeu-lhe usando palavras que escreveu ao contrário.

Ruben Castro


O momento de que mais gostei foi quando o Luís deixou de dizer piadas e de fazer partidas nas aulas. O Luís conseguiu desabafar com o Pedro e contou-lhe que o pai, que se tinha divorciado da mãe, o convidara para jantar, e que tivera vontade de partir os copos, de fazer birra e de arruinar tudo, mas acabara por não o fazer. A verdade é que ele ficara muito, mas muito, triste por os dois terem chegado àquela decisão.

Rui Reis


Antes de mais, queria dizer que gostei muito do seguinte momento: quando o pai do Pedro morre e o Pedro tira as roupas e vai nadar para rio. E também gostei do momento em que o Luís põe o rato debaixo dos livros e a professora vai ao pé dele. Nesse momento, ele empurra-o para ela e a professora quase desmaia. Gostei do livro que achei um pouco dramático, mas também cómico e divertido.

Soraia Carneiro

sábado, 11 de março de 2017

6ºC: Presidente Bernardino Machado


Este trabalho foi realizado para conhecer melhor este presidente da 1.ª República Portuguesa.

Bernardino Luís Machado Guimarães nasceu no Rio de Janeiro, em 28 de março de 1851. Foi o único Presidente da República Portuguesa que nasceu fora de Portugal, filho de pai português e de mãe brasileira. Em 1860, veio para Portugal com a sua família. Em 1903 aderiu ao Partido Republicano Português. Em 1915, ganhou as eleições presidenciais, mas a 9 de dezembro de 1917 foi convidado a renunciar ao seu mandato e, pouco depois, exilado. Voltou a Portugal e em 1925 candidatou-se novamente à Presidência da República, tendo sido eleito Presidente da República pela segunda vez. A seguir ao Golpe Militar de 28 de Maio foi de novo exilado. Regressou a Portugal em 1940 e foi-lhe fixada residência pelo governo de Salazar a norte do rio Douro, tendo passado a viver no Palacete de Mantelães, em Paredes de Coura e, mais tarde, nos arredores do Porto. Foi no Porto que faleceu, no dia 29 de abril de 1944, aos 93 anos de idade.

Simão Vilarinho

domingo, 5 de março de 2017

6ºC: General Humberto Delgado


Este trabalho foi feito com a intenção de saber mais sobre Humberto Delgado e de perceber o que se passou na época em que ele foi candidato à presidência da república.

Humberto da Silva Delgado nasceu a 15 de maio de 1906 em Boquilobo (Santarém). Frequentou o Colégio Militar (entre 1916 e 1922) e participou no golpe militar de 28 de Maio de 1926 que derrubou a 1.ª República e implantou a Ditadura Militar que, em 1933, iria dar lugar ao Estado Novo liderado por Salazar. Durante muitos anos apoiou o regime salazarista, mas entre 1952 e 1957 viveu nos Estados Unidos, o que acabou por modificar a sua forma de encarar a política portuguesa. Quando regressou a Portugal, aceitou o convite de opositores ao regime de Salazar para se candidatar à Presidência da República, em 1958, contra o candidato do regime, Américo Tomás, com o apoio de toda a oposição ao Estado Novo. Ficou célebre o que afirmou durante a campanha eleitoral, quando um jornalista lhe perguntou como agiria em relação ao Presidente do Conselho Oliveira Salazar, caso fosse eleito: "Obviamente, demito-o!". Em 1965 foi assassinado pela PIDE.

Ivan Rabeca

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

6ºC: Presidente Teófilo Braga



Este trabalho foi feito com o objetivo de conhecer melhor o Presidente Teófilo Braga.
Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu a 24 de fevereiro de 1843, em Ponta Delgada (Açores), e morreu a 28 de janeiro de 1924, em Lisboa. Foi poeta,  político e ensaísta. Estreou-se na Literatura em 1859 e concluiu a Licenciatura em Direito, na Faculdade de Direito de Coimbra, em 1867. Na sua carreira literária contam-se obras de história literária, etnografia, poesia, ficção e filosofia.  
Depois de ter presidido ao Governo Provisório da República Portuguesa, a sua carreira política terminou após exercer o cargo de Presidente da República, em substituição de Manuel de Arriaga, entre 29 de maio e 5 de outubro de 1915. 
Teófilo Braga teve uma vida muito relacionada com a política e, quando a abandonou, dedicou-se à escrita.

Joana Gaspar

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

6ºC: Presidente Sidónio Pais



Procurei informação sobre Sidónio Pais, porque tive a intenção de aprender mais sobre um presidente que nasceu na minha terra.
Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais (Caminha, 1 de maio de 1872 — Lisboa, 14 de dezembro de 1918) foi militar e político. Oficial de Artilharia, foi também professor na Universidade de Coimbra, onde lecionou Cálculo Diferencial e Integral. Exerceu, entre outros, os cargos de deputado, de ministro do Fomento, de ministro das Finanças, de embaixador de Portugal em Berlim, de ministro da Guerra, de ministro dos Negócios Estrangeiros e de Presidente da República Portuguesa. Como Presidente da República, suspendeu e alterou por decreto algumas normas da Constituição Portuguesa de 1911. Por isso, transformou-se numa das figuras mais polémicas da política portuguesa do século XX. Fernando Pessoa chamou-lhe Presidente-Rei. Em 1966, o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional, na Igreja de Santa Engrácia (Lisboa), aquando da sua inauguração.

Tiago Santos

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

5ºA: Versos engraçados

--> A bicharadatudo ou nada

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Vamos falar de bichos
Perigosos e muito manhosos
Na luta pela sobrevivência
A defender a sua existência.

Sou pão para tubarão
Migalha para passarinho
Que come sementes em grão
Até ficar bem gordinho.

A sardinha controlada pela Marinha
Anda a namorar o espadarte →
Que abre caminho no mar
Até parece Napoleão Bonaparte.

O javali andou a foçar
Toda a vida da toupeira
E afinal descobriu
Que era uma grande batoteira.

Temos outro verso ainda

O porco andou a cuscar
Toda a vida da minhoquinha
Para esta história acabar
Vamos para nossa casinha.          

José Pereira e Ricardo Silva
 

5ºD: Versos à maneira de... Luísa Ducla Soares


S de SEIXAS
SEIXAS
As praias
Os cafés
A pesca
Os trabalhos duros
As igrejas
Seixas,
a minha linda terra.

Soraia Durão


S de SEIXAS
Seixas
Sítio de cultivo
de pesca
de gado
dos cafés
da estrada nacional.

Pedro Pinto


S de SEIXAS
Seixas
Local de árvores
de sardinha
do sol
e da alegria
Seixas,
O melhor de Viana do Castelo.

Ricardo Castro


V de Viana (do Castelo)
Viana
Verdes montes
Verdura
Vacas
e varredores de rua.
As vilas de Viana
Vilarelho
Vilar de Mouros.

Martim Fernandes

V de Viana (do Castelo)
Viana
das praias
dos cafés
dos médicos
dos hospitais
dos prédios
dos advogados
das estradas
e das autoestradas.

João J Guerreiro


V de Viana (do Castelo)
Viana,
dos corações de ouro
do traje minhoto
dos bordados regionais
e das festas e romarias.
Viana,
do património,
do rio de cor azul
de praias de areia grossa e fina
e o seu monte de Santa Luzia.
Viana,
do Gil Eanes
dos cafés
da biblioteca
do desporto
dos comboios.

Carolina Cunha